Asteróides

A astrologia moderna incorporou a utilização dos asteróides. Em verdade, alguns poucos já eram conhecidos desde o princípio da idade moderna. A multiplicação destas descobertas a partir da segunda metade do século XX abriu um imenso novo escopo para a prática astrológica. Mas como seriam estes novos integrantes do nosso entender dos céus interpretados?

A via de entendimento que se abriu a partir de contínuas análises feitas nas últimas décadas é de que os asteróides adicionam novas nuances, detalhes e complexidade às interpretações já conhecidas. Por exemplo, a energia de Leão sempre foi lida a partir deste signo e da posição do Sol. Com a descoberta do asteróide Pallas, considera-se que parte do que antes pensávamos fazer parte das funções solares na astrologia podem ser melhor entendidas a partir da função deste asteróide. Se o Sol é consciência, será Pallas a interpretação de padrões, a transformação do que é abstrato em uma interpretação concreta e objetiva.
Por isto, enquanto o Sol é associado à liderança, confiança e expressividade; é Pallas identificado com o pensamento abstrato e político. Pallas teria assim, domicílio em Leão, como o Sol, e auxiliaria em processos típicos do exercício da consciência.

Hoje os asteróides considerados de comprovada relevância para a Astrologia já passam do número de 100. Pergunta-se, então, como por milênios pôde a astrologia ser praticada – e tão admirada – sem o conhecimento destes planantes? Ora, para além do simples movimento dos 7 astros conhecidos na antiguidade, muitas técnicas para extrair a partir deles maiores informações foram desenvolvidas. As técnicas preditivas, as partes arábicas, os pontos matematicamente calculados formaram imenso arcabouço de conhecimento que acumulando-se gradativamente multiplicaram as possibilidades interpretativas.

Se olharmos o céu a noite podemos ver muitos dos pontos celestes que os antigos viam, é possível muitas vezes sem grande dificuldade identificar Vênus, Marte, Júpiter sob o clarão da Lua e recordarmo-nos da posição em que estava o Sol. Pareceria, a princípio, poucas informações, mas ao debruçarmos sobre um livro de um autor medieval bizantino ou árabe perceberemos que são diversas e polifacetadas – ainda que incisivamente decisivas – as conclusões a que a partir de algumas poucas posições celestes é possível se chegar.

Disto, nasce esperançosa expectativa: se juntarmos este imenso cabedal de conhecimentos que nos legou a história ao recente conhecimento dos asteróides, quais serão as possibilidades no desvendar dos mistérios dos céus? Este é um dos papéis do moderno astrólogo, além de descobrir em pormenores as nuances das influências dos asteróides, entender também qual pode ser a sua função e relevância dentre dos antigos esquemas de interpretação. Os asteróides completam, assim, em suma, novidade extremamente promissora para a arte astrológica.

 

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