Como ler as Estrelas

As estrelas, ou, em aristotélico vocabulário: “Estrelas Fixas”, as que não se movem(embora movam-se por 1º a cada 72 anos), em contraponto aos planantes Planetas – sempre foram por sua admiração princípio motivador da ciência astrológica. As mansões Lunares, incluindo suas antiquíssimas versões Chinesa e Indiana já eram baseadas em posições estelares; e nossos conhecidos signos (cujo registro textual mais antigo que temos data de por volta de 500.a.C, na famosa Babilônia, já sob domínio Persa) também foram concebidos mediante estrelas, ainda que estas não mais rejam o Zodíaco tropical.

Para além das mansões Lunares e do Zodíaco, há, contudo, maneiras de se utilizar as estrelas de modo independente, e associarmos-nas assim com nosso Mapa Natal. Primeiro precisamos conhecer sua posição, tanto em “Longitude”, isto é, a posição Zodiacal, quanto em “Declinação”. A partir disto, basta verificarmos conjunções/paralelos ou aspectos com os planetas/pontos de nosso Mapa Natal!

Um excelente site (em inglês) com a posição de centenas de estrelas, assim como complexa pesquisa sobre seus significados e das constelações é o “Constellations of Words” , a lista com a posição das estrelas no Zodíaco tropical pode ser acessada nesta página:

http://www.constellationsofwords.com/stars/Stars_in_longitude_order.htm

A posição das estrelas mediante declinação, encontra-se nesta:

http://www.constellationsofwords.com/stars/Stars_Declinations.htm

São muitas as teorias a respeito de como se opera a influência estelar. A medição destas influências faz parte dos primórdios da Astrologia e em muitas tradições teve imensa importância. Normalmente, considera-se as estrelas como possuindo um impacto repentino e decisivo, diferentemente dos Planetas, que teriam uma força nas mais das vezes mais “suave”.  No Mapa Natal, vê-se a influência das estrelas principalmente quando aspectam Planetas ou o Ascendente ou o Meio-Céu.

Todas as tradições costumam reconhecer a conjunção(estar no mesmo grau do Zodíaco) como uma forma da estrela exercer influência. O paralelo (estar na mesma declinação) é por algumas reconhecido. Muitas escolas não aceitam aspectos que não a influência por conjunção. Os textos antigos são nas mais das vezes confusos a este respeito. Muitos consideram, contudo, qualquer forma de aspecto; alguns principalmente a oposição e a quadratura. Há um método complexo conhecido por “parans“, popularizado recentemente por Bernadette Brady, em que se usam outros fatores para analisar a posição da estrela, sendo a posição no Zodíaco pouco relevante neste método.

Afora toda esta complexidade, consideramos que as estrelas darão sempre uma tintura nova às partes do Mapa a que tocarem, e aconselhamos assim, verificarem a posição das estrelas em relação aos planetas, principalmente em conjunção e paralelo.  Para muitas estrelas miúdas – isto é, de menor brilho mediante a visão a partir da Terra – é difícil encontrar um significado astrológico específico; para estas, usa-se o significado da Constelação, já que, crê-se com bastante verossimilhança, o próprio desenho das constelações foi sendo moldado mediante milênios e análises das influências estelares.

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