Vênus em Aquário

Venusianos de Aquário amam na excentricidade de sua própria compreensão. Amam de modo diferente e imprevisível, mas nisto têm infinda capacidade de renovar o seu afeto de antes impensável modo.

Aéreos de tudo querer bem pelo compreender, esta é posição que favorece fortemente a amizade. São amigos de todos e facilmente bem se entendem com todos os tipos de pessoas. Não tem tipos, estereótipos para possíveis amizades, nem para relacionamentos, veem a todos como iguais em seu possível afeto.

Mais amam quando se sentem livres, precisam de espaço de ar; por isto particularmente lhes agradam as grandes cidades, os ambientes movimentados e com promessas de novidade; é na grandeza movimentada do mundo, em sua compreensão ampla e sem limites que vêem a beleza.

Esta beleza tem algo de intelectual, algo de ética e de além-se-ver; é a posição típica de se dizer, “amo o que é belo, mas não esteticamente – do modo mais corriqueiro e trivial – belo”. A beleza para estes tem sempre algo de ético-moral, e por isto amam com a razão que compreende a beleza daquilo, que assim ganha aérea espiritualidade. Também tem a beleza a eles sempre muito de conceitual; assim, são os adeptos das artes mais modernas e inovadoras; enxergam graça no que a outros são áridas geometrias, são capazes de se sublimar na melancolia das poucas notas de uma composição minimalista.

Muitos os desentendem, pensam que é apenas querer parecer esnobes, isto de ver graça onde outros enxergam o non-sense; na verdade, esta posição astrológica explica (assim como aspectos fortes entre Vênus e Urano) que é sim possível ver o belo no que é só compreensão; sentir a graciosidade das flores em cúbicas representações, por fruir não a beleza “de graça e vivível” que a natureza dá; mas o potencial imenso e sublime de milhares de inusitadas naturezas que alguns simples traços geométricos propõem em si.

Digamos assim que há algo de sacrifício na percepção Urano-Venusiana, é como se, ao invés de fruir o que ate aos olhos é belo, decidem ser guardiões de um certo sublime que se esconde em tudo, pois alguém tem de guardá-lo: alguém tem de sabê-lo e propiciá-lo ao mundo.

Assim, lhes desagrada o que é belo de muito comum, são devotados sempre a descobrir a beleza no que parece discreto; a recompreender a imagem, os traços, a forma e as cores… E de repente pressentir e vislumbrar uma beleza por todos nem imaginada: apenas para eles, já é bela, e a fruem em cada seu detalhe… A os outros, aos poucos, este a virando matéria, também poderão apreciar.

 

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